Estamos na semana do Carnaval e a empresa contratada pela Prefeitura já está preparando a Avenida Beira-Mar, no Jardim Casqueiro, para receber as escolas de samba e foliões que irão participar do desfile no próximo final de semana.
Enquanto são gastos milhares de reais na folia de momo, a poucos metros do palanque onde a prefeita irá acompanhar a festa, quem desfila para qualquer um ver é a poluição.
O trecho restante de mangue no Rio Casqueiro, na faixa que banha a avenida nas proximidades da Praça da Independência, sofre com a falta de educação de muitos que acham que o pouco que restou no local serve como lixeira.
Para piorar, muitos detritos e objetos jogados no mar vêm da Área Continental de São Vicente, vizinha à região cubatense, e de outros locais, trazidos pelas correntes marítimas.
O problema é que parece que há tempos uma limpeza não é feita no local, o que ajuda a acabar de vez com um dos principais ecossistemas do país. Os pobres siris que o digam. Os pequenos crustáceos que habitam o local precisam desviar de caixas de leite, garrafas PET e até de sapatos velhos. Pobre natureza.
Mas é carnaval! Que o mangue e a preservação do meio ambiente espere até a quarta de Cinzas…
Abaixo, um vídeo em que mostro esta situação. Neste caso, imagens falam muito mais que palavras.

Mangue do Rio Casqueiro – Av. Beira-Mar (Jd. Casqueiro)